O governador Cláudio Castro afirmou nesta sexta-feira (05) que é preciso “esperar as investigações” sobre a prisão preventiva do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Ele disse não ter tido acesso ao processo e defendeu que o parlamentar tenha direito à ampla defesa.
Bacellar está preso na Superintendência da Polícia Federal, no Rio. A PF apura se o chefe do legislativo vazou informações sigilosas ao então parlamentar TH Joias, preso em setembro por envolvimento com o Comando Vermelho. A defesa nega qualquer irregularidade.
A Alerj deve votar na segunda-feira (08/12) se mantém ou não a prisão, após parecer da Comissão de Constituição e Justiça, que teve a reunião reagendada para as 11h.
Questionado sobre a solicitação do ministro Alexandre de Moraes para que o governo enviasse informações do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e do Diário Oficial, Castro afirmou que a troca de cargos envolvendo Rafael Picciani não teve relação com a operação que prendeu TH Joias. Segundo ele, a movimentação já estava prevista e foi devidamente esclarecida ao Supremo.
O governador também disse esperar que “nenhum agente público” tenha envolvimento com o crime organizado, mas pediu prudência nas análises: “Acusação é acusação. Já vimos casos de prisões anuladas por falta de provas. Tem que ter cuidado.”
