O impacto das altas temperaturas no Rio de Janeiro já se reflete diretamente na rede pública de saúde. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) mostram que, entre os dias 1º e 11 de janeiro, foram registrados 1.597 atendimentos relacionados ao calor extremo nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pelo estado — uma média aproximada de 145 atendimentos por dia.
Os registros ocorreram nas 27 UPAs da rede estadual e envolveram pacientes que apresentaram, ao menos, três sintomas associados ao estresse térmico. Entre os quadros mais frequentes estão dor de cabeça, tontura e náuseas, além de sinais mais graves como desidratação, insolação, taquicardia, confusão mental, alteração da temperatura corporal e desequilíbrio hidroeletrolítico.
Capital concentra alta demanda por atendimento médico
Na cidade do Rio de Janeiro, o cenário é ainda mais intenso. Um levantamento do Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio) aponta que, entre os dias 9 e 11 de janeiro, as unidades municipais contabilizaram 1.734 atendimentos possivelmente relacionados ao calor, o que representa uma média de cerca de 578 atendimentos por dia.
O volume é 27,92% maior do que a média registrada no mesmo período em anos anteriores. Segundo a SMS, os principais motivos que levaram a população a procurar atendimento foram episódios de tontura, vertigem, fraqueza e desmaios.
As UPAs de Vila Kennedy, Cidade de Deus e Sepetiba lideraram o número de ocorrências. Já os maiores aumentos percentuais — acima de 50% do esperado — foram observados na UPA Vila Kennedy, no Hospital do Andaraí e no CER Centro.
Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça uma série de recomendações para reduzir os riscos associados às altas temperaturas, como manter hidratação constante, optar por alimentação leve, usar roupas frescas, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de mal-estar.
